segunda-feira, 8 de julho de 2013

quinta-feira, 4 de julho de 2013

ENTENDA A JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

 Encontro com o Papa acontece a cada 3 anos.
A 28 ª edição do evento foi antecipada para não coincidir com a Copa.

O que é

A Jornada Mundial da Juventude é o maior encontro internacional de jovens com o Papa. Ela foi criada pelo Papa João Paulo II, em 1984. A primeira edição foi realizada em Roma, em 1986.
Na última realização, em 2011, o evento reuniu mais de 2 milhões de pessoas em Madri, na Espanha.

Como surgiu

A vida religiosa dedicada à juventude, o Concílio Vaticano II de 1965, que pedia que a Igreja Católica olhasse para os jovens, e o Ano Internacional da Juventude, instituído pela ONU em 1985 foram inspiração de João Paulo II. Diante das transformações culturais, sociais e ideológicas da década de 80, a Igreja percebeu o afastamento dos jovens. O objetivo era que os encontros de massa atraíssem os jovens, por mostrar diferentes culturas e modos de viver a fé.

Quando acontece

O evento acontece a cada três anos. Para não coincidir com a Copa do Mundo de 2014, a edição no Rio de Janeiro foi antecipada para 2013, e acontecerá de 23 a 28 de julho. Nos anos intermediários, as Jornadas são vividas em âmbito diocesano, chamada Jornada Diocesana da Juventude, no Domingo de Ramos, quando se comemora também o Dia Mundial da Juventude.

Escolha da sede

Para ser sede, o bispo ou a Conferência Episcopal do país precisa candidatar a cidade. A escolha é feita intercalando países da Europa e do restante do mundo. O objetivo é que os peregrinos percebam as necessidades sociais de cada povo. O anúncio da cidade que sediará a próxima edição é feito pelo Papa no último dia de cada edição.
Rio de Janeiro
Dom Eduardo Pinheiro, responsável pela Conferência Episcopal Brasileira da Juventude, pediu ao Papa Bento XVI que escolhesse o Brasil como sede durante o encontro dos jovens com o pontífice no Pacaembu, em São Paulo, em 2007. Três pontos foram destacados para a escolha do Rio: a religiosidade do Rio; o trabalho da igreja na área social; e a participação dos cariocas nos trabalhos pastorais. A cidade tem entre os principais cartões postais o Cristo Redentor, eleito uma das sete maravilhas do mundo.

Símbolos

Os símbolos da Jornada são a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora. A cruz de madeira de 3,8 m foi construída no Vaticano e colocada como símbolo da fé católica. Em 1984, João Paulo II entregou a Cruz de Cristo à juventude e pediu que os jovens a levassem adiante como forma de evangelizar. Em 2003, o Papa deu o segundo símbolo de fé aos jovens, o ícone de Nossa Senhora. No Brasil, eles passaram por mais de 250 dioceses, hospitais, escolas, presídios e comunidades indígenas.

Peregrinos

Todos que participam da JMJ são chamados de peregrinos, fazendo referência aos cristãos que viajavam a Roma ou à Terra Santa para visitar lugares sagrados. Quem faz a inscrição oficial tem direito ao kit peregrino, alimentação, hospedagem e transporte.

Voluntários

Uma das marcas da JMJ é o trabalho voluntário. Eles são chamados de diocesanos, nacionais ou internacionais. O Rio teve mais de 84 mil inscritos. Destes, 60 mil voluntários foram selecionados, sendo 7.500 estrangeiros. A única exigência é ser maior de 18 anos. Eles podem atuar na hospedagem, nos aeroportos, nas rodoviárias, nos pontos de informação, na organização dos eventos de massa, nos atos culturais, na liturgia, nas catequeses, na tradução, nos serviços de saúde (apenas brasileiros), nos setores administrativos, na comunicação e no auxílio aos portadores de necessidades especiais.

Hospedagem

A JMJ oferece alojamento no momento da inscrição. Os jovens podem ser acolhidos em casas de família ou alojamentos em pavilhões desportivos, instituições de ensino, paróquias e outras instituições religiosas. A divisão dos peregrinos é feita de acordo com o idioma. No Rio, os peregrinos têm direito à hospedagem de 21 a 31 de julho.

Semana Missionária

Os peregrinos que escolhem o pacote da inscrição com a Semana Missionária chegam ao país uma semana antes. Os jovens participam de atividades culturais, espirituais e de solidariedade, como evangelização nas ruas. O evento acontece entre 14 e 21 de julho em diversas dioceses do Brasil.

Lema

Para cada Jornada, o Papa sugere um lema. Este ano, ele convida os jovens a despertarem novos discípulos de Jesus. Cada edição tem também um hino e uma oração oficial.
Patronos e intercessores
Os organizadores instituem os santos e beatos que serão referências para o evento. O Rio tem cinco patronos, entre eles João Paulo II, e 13 intercessores.

Atos Centrais

São cinco os Atos Centrais que acontecem em todas as Jornadas (quatro com a presença do Papa). Copacabana, na Zona Sul, e Guaratiba, na Zona Oeste, são os grandes pontos de encontro nesta edição.


- Missa de Abertura

O bispo da arquidiocese local celebra a missa e dá as boas-vindas aos jovens. Neste ano, o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, será o presidente da celebração.
- Cerimônia de Acolhida
É o primeiro encontro dos jovens com o Papa. Ele faz um pronunciamento aos peregrinos e a cidade sede dá as boas vindas ao pontífice. O evento vai acontecer na Praia de Copacabana na quinta-feira (25).
- Via-Sacra
São destacadas as estações da via dolorosa que Jesus percorreu até sua morte e ressurreição. Será encenada na Praia de Copacabana.

- Vigília

Reúne todos os peregrinos da tarde de sábado (27) até a manhã de domingo. Depois de apresentações artísticas e shows, Francisco faz um passeio de papamóvel entre os jovens e preside a oração.

- Missa de Envio

Representa o envio de jovens ao mundo, atendendo ao lema. A ideia é mostrar que a Jornada não acaba. O peregrino volta para casa para anunciar o evangelho até a próxima edição. Os símbolos da JMJ são entregues aos jovens da próxima sede.

Catequeses

São momentos de formação religiosa que acontecem pela manhã, durante três dias seguidos. São presididas por bispos de diversos países. A Região Metropolitana do Rio vai ter 300 pontos de catequeses nos dias 24, 25 e 26 de julho.
Festival da Juventude
Reúne todos os atos culturais, como exposições, concertos, recitais, filmes, shows, dança, teatro, momentos de partilha propostos pelas conferências episcopais ou por movimentos, associações, pastorais, comunidades de leigos e congregações religiosas.

Feira vocacional

objetivo é que congregações e comunidades católicas despertem novas vocações religiosas entre os jovens. O evento vai acontecer na Quinta da Boa Vista, na Zona Norte. Serão 130 expositores, 150 estandes, 50 confessionários, palcos para shows, oficinas de palestras e uma tenda de adoração ao Santíssimo Sacramento.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Em Fátima, Bento XVI reacendeu e fixou o sol da esperança



Depois de quarenta anos das trevas trazidas pela fumaça de Satanás no Concilio Vaticano II, o sol volta a brilhar, cada vez mais claro no céu da Igreja, graças às palavras pronunciadas por Bento XVI em sua viagem a Fátima. Bento XVI reacendeu o sol da esperança.

As almas andavam desanimadas em meio às trevas e à confusão doutrinária causada pelo relativismo do Vaticano II. A fé se obscurecera entre os católicos. Os costumes se arruinaram. Com o Concílio, tudo ficou relativo. Tudo ficou permitido. Tudo desmoronou. A Cidade de Deus ficou em ruínas. Em meio a essas ruínas, “um Bispo vestido de branco"  foi a Fátima, sol da Igreja, no século XXI.

Antes dessa viagem bendita, tudo era posto em dúvida. Até se fez o povo descrer das promessas de triunfo que Nossa Senhora profetizara em Fátima. O sol da Igreja parecia ter enlouquecido. Bispos vestiam-se de palhaços a celebrar loucamente a Missa Nova. Em Assis, um Buda foi posto em cima do sacrário de Cristo. Paulo VI foi se prostrar diante da ONU, declarando-a a única fonte da paz para o mundo. E João Paulo II beijou o Corão e aceitou que lhe colocassem na testa o sinal de Shivá.

O Sol da Igreja caiu em direção ao homem, em direção à terra, exaltando a Civilização do Homem, exaltando o novo ídolo: o Homem.

E Cristo, Deus e homem, foi retirado do centro dos altares.
   
Trevas. Trevas. E as trevas cobriram a face do abismo cavado jubilosamente pelos Bispos conciliares. E parecia que tudo fora perdido. E que os tesouros da tradição católica haviam sido esparramados como lixo no abismo da iniqüidade.

Nessa confusão jamais vista igual na história bi-milenar da Igreja, até mesmo Fátima foi atingida, quando uma autoridade eclesiástica pretendeu fazer de seu santuário um templo do ecumenismo.

Cardeais fizeram crer que Fátima já fora ultrapassada. E seus devotos foram chamados por irrisão - “ecumenicamente” - de “fatimitas”.

Até das palavras e das promessas de Nossa Senhora se fizeram fábulas. O sol de Fátima parecia ter caído abaixo do horizonte da história que ele veio iluminar.

Trevas. Trevas das mentiras. Trevas dos vícios.

Em meio a essas trevas, subitamente se ergueu o monstro da pedofilia dos padres modernos. E aquele que a combatia — o Cardeal Ratzinger, o Papa Bento XVI - foi apedrejado pela mídia internacional, em campanha orquestrada, como sendo ele o culpado desse fruto monstruoso do relativismo moral, desse fruto podre da heresia modernista, que sempre proclamou que a moral muda e que tudo devia ser permitido.

Em meio a seu apedrejamento, sereno e imperturbável, Bento XVI foi a Fátima. Como um filho que vai à casa de sua Mãe buscar conforto e sustentação.

 E desde o avião em que viajava, ele já lançou o brado da verdade: não é correto que o Segredo de Fátima se realizou no atentado de Agca contra João Paulo II, em 1981, como o Cardeal Sodano e outros tentaram impingir para deturpar a profecia de Nossa Senhora e continuar a ocultar o que a Mãe do Céu nos veio dizer em 1917.

E de que adianta esconder em segredo as palavras da profecia, quando a profecia é lida nos fatos que estão acontecendo?

A Mensagem de Fátima está se realizando a nossos olhos. Agora. Ela tem relação com a “sporchizzia” da pedofilia do clero moderno e modernista, que enterrou a ascese, que abandonou a cruz. Que negou o Sol da Verdade. Que renegou a Luz da Verdade imutável do Sol de Justiça.

Em Fátima, Bento XVI consagrou o clero ao Imaculado Coração de Maria. Entre o demônio da pederastia e do homossexualismo que assola o clero, o Papa colocou, qual muralha indestrutível e inquebrantável, a consagração de todos os sacerdotes e seminaristas ao Imaculado Coração de Maria. Que frutos sobrenaturais não advirão dessa Consagração feita em tão boa hora?!

 Mais ainda. Dizendo que a mensagem de Fátima está se realizando em nossos dias e que ela se completará no futuro, com o triunfo do Coração Imaculado de Maria, o Papa Bento XVI reacendeu a chama da tocha que Nossa Senhora trouxe do Céu, em Fátima, em 1917.

 A Modernidade está próxima de seu fim.

 Eis as palavras do Papa, hoje dia 13 de Maio:

 “Enganar-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída”. (Bento XVI, Sermão em Fátima em 13 de Maio de 2010).

 Mentiam os que afirmavam que Fátima estava ultrapassada. Vivemos, também hoje, a realização da profecia. Um Papa está sendo apedrejado. Ele reza sozinho em seu calvário.
E Bento XVI relacionou esse combate atual, essa paixão dolorosa que a igreja está sofrendo, hoje, com a guerra incessante movida pela antiga serpente aos filhos da Mulher:

 “Aqui revive aquele desígnio de Deus que interpela a humanidade desde os seus primórdios: «Abel, onde está o teu irmão? […] A voz do sangue de teu irmão grita para mim do      solo da terra!» (Gen. 4, 9)”.(idem).

 O Papa alude à civilização do ódio e da injustiça que é a Modernidade, essa Cidade do Homem que se faz deus, civilização da paz do mundo e do amor degradado a mero instinto,  que só geram ódio e crime e guerra, dizendo:

 “O homem pode desencadear um ciclo de morte e de terror, mas não consegue interrompê-lo…” (Bento XVI, Sermão em Fátima em 13 de Maio de 2010).

 O ciclo de morte e terror desencadeado desde Lutero até Lênin e Fidel Castro, passando por Robespierre, já não se poderá deter. A desordem da Modernidade terminará em sangue e morte, em guerra e destruição. O anjo em Fátima brandia uma espada de fogo e clamava por penitência.

 Penitência...

 Lembro-me de uma visita que um pobre franciscano me fez fazer a um seu antigo convento onde residiam apenas uns três frades. O antigo colégio que tinham fora fechado por que não dava lucro e então os filhos da pobreza o substituíram por um super mercado. Que dava lucro. O Superior do convento que nos recebeu chegou sem corda à cintura e sem batina. Com camisa esportiva. E nela estava escrito: “Gay pleasure”.

 Meninos, eu li.

 Frades assim, quando vão a Fátima, fazem viagem turística... por penitência...

 Bento XVI não foi fazer turismo em Fátima. Em meio à tempestade que assola a Igreja, em meio à fúria de ódio que o aflige, serenamente Bento XVI foi a Fátima.
     
 “Vim a Fátima, porque para este lugar converge hoje a Igreja peregrinante, desejada pelo seu Filho qual instrumento de evangelização e sacramento de salvação. Vim a Fátima para rezar, com Maria e com tantos peregrinos, para a nossa humanidade aflita por misérias e sofrimentos. Enfim, vim a Fátima, com os mesmos sentimentos dos Beatos Francisco e Jacinta e da Serva de Deus Lúcia, para confiar a Nossa Senhora a íntima confissão que «amo», que a Igreja, que os sacerdotes «amam» a Jesus e desejam ter os olhos fixos nEle, enquanto se conclui este Ano Sacerdotal, e para confiar à materna proteção de Maria os sacerdotes, os consagrados e as consagradas, os missionários e todos os que fazem algum  bem, que tornam acolhedora e benéfica a Casa de Deus” (Bento XVI, Sermão em Fátima em 13 de Maio de 2010).

 Em Fátima, está a esperança deste mundo desesperado das coisas humanas, desesperado do Humanismo, esse ídolo oco forjado pelas forças do mal. Em Fátima está a esperança: a Virgem Maria, Mãe do Verbo encarnado aquela que nos trouxe o Verbo, que nos deu a Palavra para que disséssemos a Verdade. Em Fátima, Maria Santíssima nos trouxe as palavras de esperança certa. A noite da eternidade não permanecerá para sempre. Seu fim se aproxima. O Sol da Verdade católica vai renascer.

 “Sim! O Senhor, a nossa grande esperança está conosco” (Bento XVI, Sermão em Fátima em 13 de Maio de 2010).

 Maria.
   
 Prova de que o sol não cairá mais e de que não mais dançará voluvelmente, como o falso sol do racionalismo relativista do antropocentrismo, é a promessa de Nossa Senhora em 1917, palavra ocultada até hoje em sua plenitude, e que Bento XVI fez entrever.

 “Prova disso é este lugar bendito. Dentro de sete anos voltareis aqui para celebrar o centenário da primeira visita feita pela Senhora «vinda do Céu», como Mestra que introduz os pequenos videntes no íntimo conhecimento do Amor trinitário e os leva a saborear o próprio Deus como a cosa mais bela da existência humana” (Bento XVI, Sermão em Fátima em 13 de Maio de 2010).

 O Papa, em Fátima, reacendeu a esperança daqueles que na noite do Concílio permaneceram fiéis crendo na luz que não muda:

 “Quem vigia, na noite da dúvida e da incerteza, com o coração desperto na oração? Quem espera a aurora do novo dia, tendo acesa a chama da fé? A fé em Deus abre para o homem o horizonte de uma esperança certa que não desilude; indica um sólido fundamento sobre o qual apoiar, sem medo, a própria vida; exige o abandono, pleno de confiança, nas mãos do Amor que sustenta o mundo” (Bento XVI, Sermão em Fátima em 13 de Maio de 2010).

 O Papa mostra então que, hoje, a família humana desgraçadamente quer destruir os laços sagrados do matrimônio, a vida dos nascituros, negar toda a lei natural, fazer valer o individualismo mais egoísta e relativista, como jamais foi visto igual na historia. E a humanidade faz isso buscando a própria sepultura, depois de uma morte talvez no fogo nuclear:

 “Com a família humana pronta a sacrificar os seus laços mais santos no altar de mesquinhos egoísmos de nação, raça, ideologia, grupo, indivíduo, veio do Céu a nossa Mãe bendita, oferecendo-se para transplantar no coração de quantos nela confiam o Amor de Deus que arde no seu. Naquele tempo, havia somente três, cujo exemplo de vida se difundiu e multiplicou em grupos inumeráveis por toda a superfície da terra, em particular à passagem da Virgem Peregrina, os quais se dedicaram à causa da solidariedade fraterna.    

 E Bento XVI nos alenta a esperar em meio às trevas, a esperar em meio às perseguições, a esperar, até para muito breve, o triunfo do Coração do Imaculado Coração de Maria, dizendo-nos:

 “Possam estes sete anos que nos separam do centenário das Aparições apressarem o pré anunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria a glória da Santíssima Trindade”.

 Com tais palavras de fogo, de luz e de esperança, Bento XVI reacendeu o sol da verdade e o fixou firmemente, de novo, no céu imutável e imperecível da igreja.

 Em Fátima, Bento XVI reacendeu e fixou o sol.

São Paulo 13 de Maio de 2010


 Fonte: Montfort Associação Cultural - Prof.Orlando Fedeli

DIFERENÇA ENTRE SANTO E BEATO




- A beatificação é quando o Papa declara alguém Beato (ou Bem-aventurado), como são atualmente o Beato Anchieta e os Beatos Mártires do RN; a canonização é quando o Papa declara que um beato é Santo, com aconteceu com Santa Paulina (de Beata Paulina passou a ser chamada Santa Paulina; o mesmo poderá acontecer um dia com os outros nossos beatos).

- A primeira diferença entre a beatificação e a canonização é quanto ao tipo de ensinamento da Igreja. Quando o Papa declara alguém Beato isso é considerado um ensinamento oficial da Igreja a respeito dessa pessoa.
O que isso quer dizer? Que ela viveu as virtudes cristãs de forma  heroica, ou então, se é o caso de um mártir, que ela recebeu um martírio verdadeiro (chama-se declaração de magistério ordinário).

Quando alguém é declarado santo é diferente: isso é feito de forma solene, com uma declaração infalível, que só o Papa ou os bispos todos do mundo inteiro unidos em Concílio podem fazer (Essa declaração é chamada declaração de magistério infalível, ou seja, é um dogma, é uma verdade irrevogável e  definitiva). Quanto à vida virtuosa da pessoa, a canonização não acrescenta nada de novo ao que já foi falado na beatificação.

- A segunda diferença é quanto ao culto público que se presta a essas pessoas (culto público são as orações oficiais e públicas a essa pessoa em igrejas e oratórios, missas, veneração oficial de suas relíquias, etc.): com a beatificação a Igreja permite que se preste culto público ao Beato somente em algumas regiões, ou seja, nas regiões onde ele viveu, e na canonização esse culto é estendido ao mundo inteiro, é universal.

Agora as semelhanças: a primeira semelhança entre a beatificação e a canonização é que ambas falam que essas  pessoas tiveram uma vida virtuosa e santa. A segunda semelhança é que, NA REGIÃO ONDE O BEATO VIVEU, ambas permitem ali o seu culto público.

Isso levanta uma questão: se formos olhar pela conveniência pastoral, ou seja, o proveito espiritual dos fiéis, nos países onde o beato viveu, a beatificação já é pastoralmente suficiente, pois permite o seu culto público. Os beatos ali já fazem parte do centro da vida da Igreja, que é a liturgia.

Por isso, é importante valorizarmos os nossos beatos.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

SÃO PEDRO E SÃO PAULO



Solenidade de São Pedro e São Paulo

A Solenidade de São Pedro e São Paulo, celebrada desde tempos remotíssimos, ensina-nos que a Igreja, na qual cremos, está alicerçada sobre o fundamento dos apóstolos, consoante as palavras do próprio Cristo: 

“Quem vos ouve, a mim ouve”. Sim, a fé que hoje professamos, depois de dois mil anos, é a mesma professada pelos apóstolos escolhidos e enviados por Cristo. 
O Espírito atua na Igreja de modo a torná-la, sob a proteção dos mesmos apóstolos colocados à sua frente e conduzida pelos seus legítimos sucessores, depositária e fiel mensageira do Evangelho da Vida.

Pedro e Paulo, cada qual a seu modo, contribuíram eficazmente para edificar a Casa de Deus neste mundo como sinal da Morada Eterna que nos é prometida em Cristo. Pedro, escolhido por Jesus para ser o chefe dos apóstolos e de toda a Igreja, soube apascentar as ovelhas e os cordeiros que lhe foram confiados, confirmando-lhes a fé com o derramamento do próprio sangue. Paulo, agraciado com o dom da verdadeira conversão ao Evangelho, tornou-se, por disposição mesma do Senhor, o grande apóstolo dos gentios e o incomparável defensor da gratuidade da salvação, vindo, à semelhança de Pedro, a derramar o seu sangue como supremo testemunho da fé que tão zelosamente anunciava com muitas renúncias e provações.

Ao celebrarmos os dois insignes apóstolos, lembramo-nos naturalmente do Papa, a quem cabe, em primeiro lugar, guardar, defender, anunciar e testemunhar a fé que herdamos de Pedro e Paulo. Francisco é hoje o grande apóstolo do Evangelho que nos dá a Vida verdadeira. Como sucessor de Pedro e herdeiro de seu carisma-ministério, preside hoje à caridade, apascentando com zelo os fiéis que lhe são confiados. Mas é também chamado, a exemplo de Paulo, a desgastar-se de todos os modos, a fim de que a Palavra de Deus atinja os corações e, assim, o mundo se renove na esperança que vem da firmeza de Deus.

O Papa Francisco tem desempenhado muito bem seu ofício de propagador da fé e da beleza da salvação. Notáveis são suas palavras e ensinamentos, carregados de profundo significado e sabedoria, dirigidos para um mundo aparentemente mais distante de Cristo e da sua Igreja.
Os ensinamentos do Papa são capazes de interpelar as consciências e fazê-las pensar, e a Igreja, sem dúvida, tem sido levada, com Francisco, a aprofundar-se no conhecimento de suas raízes.

Que São Pedro e São Paulo intercedam sempre pela Igreja que lhes custou o sangue, proteja o Santo Padre Bento XVI e alcancem para todos nós a graça de sermos discípulos missionários de Jesus Cristo na aurora do século XXI!