DIA 24 DE FEVEREIRO – DOMINGO
II DOMINGO DA QUARESMA
Evangelho (Lucas 9,28-36)
9 28 Passados uns oitos dias, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e subiu ao monte para orar.
29 Enquanto orava, transformou-se o seu rosto e as suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura.
30 E eis que falavam com ele dois personagens: eram Moisés e Elias,
31 que apareceram envoltos em glória, e falavam da morte dele, que se havia de cumprir em Jerusalém.
32 Entretanto, Pedro e seus companheiros tinham-se deixado vencer pelo sono; ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois personagens em sua companhia.
33 Quando estes se apartaram de Jesus, Pedro disse: “Mestre, é bom estarmos aqui. Podemos levantar três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias!” Ele não sabia o que dizia.
34 Enquanto ainda assim falava, veio uma nuvem e encobriu-os com a sua sombra; e os discípulos, vendo-os desaparecer na nuvem, tiveram um grande pavor.
35 Então da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o!”
36 E, enquanto ainda ressoava esta voz, achou-se Jesus sozinho. Os discípulos calaram-se e a ninguém disseram naqueles dias coisa alguma do que tinham visto.
29 Enquanto orava, transformou-se o seu rosto e as suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura.
30 E eis que falavam com ele dois personagens: eram Moisés e Elias,
31 que apareceram envoltos em glória, e falavam da morte dele, que se havia de cumprir em Jerusalém.
32 Entretanto, Pedro e seus companheiros tinham-se deixado vencer pelo sono; ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois personagens em sua companhia.
33 Quando estes se apartaram de Jesus, Pedro disse: “Mestre, é bom estarmos aqui. Podemos levantar três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias!” Ele não sabia o que dizia.
34 Enquanto ainda assim falava, veio uma nuvem e encobriu-os com a sua sombra; e os discípulos, vendo-os desaparecer na nuvem, tiveram um grande pavor.
35 Então da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o!”
36 E, enquanto ainda ressoava esta voz, achou-se Jesus sozinho. Os discípulos calaram-se e a ninguém disseram naqueles dias coisa alguma do que tinham visto.
Palavra da Salvação.
Meditando a Palavra
Viram a glória de Jesus… (Lc 9,28b-36))
Já ouvimos muitos sermões sobre a Transfiguração de Jesus no Tabor. Vale a pena conhecer a visão dos cristãos ortodoxos, como o iconógrafo Bernard Frinking…
“O Reino se revela àquele que, pela fé em Cristo, aceitou verdadeiramente levar o jugo que virá, e que desde agora vive conforme sua fé. Galgando a Montanha da Transfiguração, ao colocarem seus pés nos passos de seu Mestre, os discípulos são elevados acima de sua condição simplesmente humana. O Senhor os prepara para receber a revelação de sua divindade fazendo-os subir, tal como sobre as vítimas sobre o altar do Templo. Eles serão definitivamente arrancados do mundo da ilusão, da obscuridade e da ignorância. Entrarão em um espaço que se situa além da morte e, ali, verão a manifestação da Vida incorruptível ao tomar parte nela.
Nossos Pais na fé nos fazem compreender que, quando o Senhor assim se mostra no esplendor de sua divindade, os Apóstolos, por sua vez, tornaram-se capazes de ver com os olhos da carne a Luz incriada de Deus. O lugar da visão é a Montanha Santa tão frequentemente representada nos ícones. Galgá-la significa separar-se do que está lá em baixo. Lembremo-nos de que os três apóstolos Pedro, Tiago e João foram escolhidos entre os Doze. E os Doze não foram escolhidos entre os demais discípulos? E os discípulos não foram escolhidos em Israel, e Israel entre as nações? Quatro separações, postas à parte, precederam a manifestação do Senhor do Universo, sumo sacerdote da Nova Aliança. Mais do que explicar, a Igreja canta os mistérios da fé. A cada festa ou celebração, ano após ano, nós nos impregnamos dessas realidades que ninguém pode explicar e que fazem com que os sábios percam a razão. [...]
O ícone, que nos mostra a verdade de fé, tem extraordinária missão: mostrar o Reino da Luz. Neste mundo, nós somos cada vez mais invadidos pelas trevas, pela angústia da morte. Os jovens e as crianças estão cada vez mais angustiados com o conteúdo do mundo e todas as ameaças que pesam sempre mais sobre seu futuro. As crianças conhecem as misérias do mundo por todos os poros de seu ser.
Não é isto que devemos mostrar, mas a Luz, pessoas transfiguradas, a paz e a harmonia do Reino. É importante que elas possam ver que a Luz existe, que há seres que a vivem e testemunham a alegria do perdão, da misericórdia, da Salvação, da Transfiguração.A Luz é uma realidade para aqueles que vivem dela: ela expulsa todas as trevas.”
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